
Celebrar a missão e a família, como Allamano queria. Foi com este espírito que este 10 de junho 2026 trouxe a Fátima cerca de 250 pessoas, entre padres missionários e familiares, para a Festa da família dos Missionários da Consolata, um evento anual que decorre nas instalações da Consolata. Foi uma autêntica festa da partilha e da missão.
Esta quarta-feira. 10 de junho, além da Peregrinação anual de dezenas de milhares de crianças, Fátima foi palco também da Festa dos Familiares dos Missionários da Consolata. E é desta que agora vos falamos.
Foram mais de 250 os participantes neste evento, entre missionários da Consolata e seus familiares, vindos de todo o país
Esta festa, que decorre anualmente na cidade-santuário, nas instalações da Consolata, teve início às 10 horas, no auditório do Centro Missionário Allamano (CMA).
O padre Betino, da equipa organizadora deste encontro, convidou todos a um cântico e uma oração inicial. O padre Augusto Faustino, que conduziu o encontro, chamou ao palco o padre Agostinho Silva, conselheiro da Região Europa e coordenador do IMC em Portugal. Deixou palavras de boas-vindas e lembrou, um a um, todos os missionários que estão fora do país. A propósito, foram passados alguns vídeos previamente gravados de missionários que estão além-fronteiras: Dom Diamantino Antunes e padre João Nascimento, desde Moçambique, e padre Pedro Louro, a partir de Roma.
Mas o prato principal do programa da manhã foi uma reflexão feita pelo padre Álvaro inspirada no Centenário da Morte de São José Allamano, fundador dos Missionários da Consolata. Este missionário da comunidade de Águas Santas, convidou os presentes a refletir sobre o significado e a celebração deste centenário, destacando a atualidade do carisma de Allamano e o seu impacto na vida dos missionários e das famílias. Houve ainda tempo para perguntas e partilha.
𝙋. 𝙕𝙚́ 𝙈𝙖𝙧𝙩𝙞𝙣𝙨: “𝘿𝙚𝙪𝙨 𝙚𝙨𝙘𝙧𝙚𝙫𝙚 𝙣𝙖 𝙫𝙞𝙙𝙖 𝙙𝙚 𝙘𝙖𝙙𝙖 𝙪𝙢 𝙙𝙚 𝙣𝙤́𝙨”
O ponto alto da manhã foi a celebração da Eucaristia na capela do antigo seminário.
O padre Zé Martins, que presidiu à celebração, logo após a saudação inicial fez questão de apresentar todos os missionários concelebrantes. Já na homilia frisou a importância da família no carisma e na espiritualidade de Allamano, assim como na vida do missionário e na missão que realiza. Desafiou a um maior compromisso missionário n quotidiano, e citou Santo Agostinho, quando diz que “os cristãos não são apenas ouvintes da Palavra, mas são também pregadores daquela palavra que Deus escreve na vida de cada um de nós”, frisou.
Sendo o 10 de junho o dia da Anjo da Guarda de Portugal, padre Zé surpreendeu os presentes ao chamar uma criança do meio da assembleia para ler uma ‘carta’ escrita pelo anjo e endereçada a todos os presentes. Uma mensagem, na verdade, escrita por ele mesmo, carregada de espirito missionário, profunda, tocante, e que no final da leitura mereceu o aplauso dos presentes.
A animação dos cânticos da Missa esteve a cargo do padre Pietro Plona.
𝘿𝙖 𝙢𝙞𝙨𝙨𝙖 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙖 𝙢𝙚𝙨𝙖: 𝙖𝙡𝙢𝙤𝙘̧𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙫𝙞𝙫𝙞𝙤
Após a foto-família dos participantes neste evento, na escadaria do antigo seminário da Consolata, o programa da jornada terminou com um almoço convívio no Consolata Hotel. Foi um tempo propicio para alimentar o corpo mas também a oportunidade para muitas partilhas e encontros assim como de celebração da vida e da missão que a todos une.
Foi uma festa repleta de alegria. Um reencontro que fortaleceu os laços e a união entre missionários, seus familiares e parentes de colegas que não puderam estar presentes.
Albino Brás
