Beato Carlo Acutis, protetor anual da Família Consolata. Inspiração para jovens e missão da Igreja

(Last Updated On: 19/01/2023)

Beatificado a 10 de outubro de 2020, o jovem Carlo Acutis foi escolhido como protetor da Família Consolata em 2023. Coincide com o ano em que Portugal acolhe a Jornada Mundial da Juventude, entre 2 e 6 de agosto (Carlo é um dos patronos). Uma inspiração para a juventude e para a missão da Igreja e do IMC.

 

Caros Missionários e Missionárias,

para o ano de 2023 escolhemos o Bem-Aventurado Carlos Acutis como nosso santo padroeiro. A razão que nos levou a tal escolha foi a sua vida simples e profunda, o seu amor apaixonado pela Eucaristia, a sua assídua frequência da Palavra, a sua relação íntima e delicada com Maria, a relevância da sua pessoa e experiência, e a sua abordagem frutuosa e madura do mundo da comunicação como uma dimensão a ser habitada e onde semear o Evangelho.

Carlos, filho de Antónia Salzano e André Acutis, membro de uma conhecida família de Turim, nasceu a 3 de maio de 1991 em Londres onde os seus pais viviam temporariamente por razões de trabalho. São um casal de pais dedicados ao trabalho e à família. Um mês após o nascimento de Carlos a família transfere-se para Milão por causa do trabalho do pai, e aí o pequeno Carlos frequenta a escola primária nas Irmãs Marcelinas e depois o liceu clássico ‘Leão XIII’, dirigido pelos Jesuítas.

 

Curiosidade vivaz

Desde cedo, Carlos mostra uma característica típica do seu carácter: uma grande curiosidade sobre o mundo que o rodeia, sobre o mistério da vida e especialmente sobre questões religiosas. Esta sua curiosidade induz a mãe a frequentar um curso de teologia para poder satisfazer as perguntas que o filho lhe faz à medida que vai crescendo. A sua curiosidade é acompanhada por uma inteligência viva e proactiva. Carlos apaixona-se pelo mundo da informática, estuda-o, lê livros sobre engenharia informática e, quando consegue compreender os segredos da rede, utiliza esses conhecimentos para ajudar os seus amigos, especialmente os mais fracos. Toma como modelos de vida alguns jovens santos como os pastorinhos de Fátima, Francisco e Jacinta Marto, Tarcísio, Luís Gonzaga e Domingos Sávio. Mesmo no estudo do catecismo Carlos destaca-se pela sua atenção e mostra uma certa facilidade em se familiarizar com o mistério de Deus.

 

Amor à Eucaristia

Aos sete anos de idade, faz a Primeira Comunhão. A partir daí, diz a sua mãe, “nunca faltou à Missa diária e à recitação do santo Rosário”. Estava tão fortemente apaixonado pela Eucaristia que se tornou um verdadeiro apóstolo dela, não só para os seus amigos, colegas e crianças, quando passou a ser catequista, mas também para a sua comunidade, manifestando uma delicada sensibilidade cristã que se tornou uma das características mais fascinantes da sua vida. O adolescente Carlos Acutis, em palavras simples, mas muito significativas, gostava de repetir, como um slogan: ‘A Eucaristia é a minha autoestrada para o céu’.

 

Assis

Carlos tinha uma ligação especial com Assis, “um lugar que este jovem milanês amava e no qual ele respirava o carisma de Francisco, – escreverá William Stacchiotti a seu respeito no jornal La Voce. Considerava Assis como o lugar onde se sentia verdadeiramente feliz ao ponto de manifestar o desejo de aí ser enterrado. Carlos começou a frequentar a cidade de Assis no ano 2000, depois de seus pais terem comprado uma casa no centro histórico da cidade perto da igreja de Santo Estêvão. Durante as férias do Natal e da Páscoa e nas férias do Verão, adorava passar tempo nesta cidade com os seus amigos, ir à piscina e jogar futebol. Era uma vida pacífica e despreocupada, vivida alegremente junto com os seus colegas e as pessoas que ia conhecendo durante as suas longas estadias. Não era um simples turista ou um peregrino como os muitos que afluíam à cidade do Poverello”.

 

A doença fulminante. A oferta do sofrimento

Infelizmente, a história terrena do jovem Carlos não durou muito. No início de outubro de 2006, sentiu-se doente. Inicialmente pensava-se que fosse uma simples febre ou uma gripe normal, mas a persistência dos sintomas e os subsequentes testes médicos levaram a um diagnóstico sinistro: leucemia tipo M3, incurável.

Carlos foi internado no Hospital San Gerardo em Monza. Ao entrar, disse à sua mãe: “Nunca mais sairei daqui”, afirmação feita com uma profunda intuição profética. Nos dias que passou no hospital, apesar das fortes dores que o afligiam, Carlos nunca se queixava, de facto, às enfermeiras que lhe perguntavam como estava, ele respondia sempre: “Bem, há pessoas que estão pior do que eu. Por favor, não acordem a minha mãe que está cansada e se preocuparia”. Agora consciente do seu fim iminente, faz a sua última oferta: “Ofereço ao Senhor os sofrimentos que terei de suportar pelo Papa e pela Igreja, para não ter de ir para o Purgatório e poder ir diretamente para o Paraíso”. A 9 de outubro, pede a unção dos enfermos e três dias depois, no dia 12, falece pacificamente, juntando-se àquele Cristo que tanto tinha amado na sua curta vida.

 

Original, não fotocópia

Carlos gostava de repetir: “O nosso objetivo deve ser o infinito, não o finito. O infinito é a nossa pátria. Somos desde sempre esperados no Céu”. E também dizia frequentemente: “Todos nascem como um original, mas muitos morrem como uma fotocópia”. A fim de avançar para este objetivo e não acabar por “morrer como fotocópia”, Carlos dizia que a nossa bússola deve ser a Palavra de Deus, com a qual temos de nos confrontar todos os dias. Estava convencido de que para um objetivo tão elevado, tinham de ser empregues meios muito especiais: os sacramentos e a oração. Em particular, Carlos colocava o sacramento da Eucaristia no centro da sua vida.

Leia toda a Mensagem. AQUI, em PDF, do superior geral do IMC, padre Stefano Camerlengo, e da superiora geral das MC, irmã Simona Brambilla.

 

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