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Murang’a 2: A consolação na Sagrada Escritura e na vida presente e futura da Família Consolata

(Publicado em: 15/06/2022)

Ao terceiro dia (15 de junho) da Conferência Internacional da Família Consolata – Murang’a-2, fomos conduzidos pela teóloga Laura Verrani à Sagrada Escritura para, a partir da Lectio de um texto de Isaías, perceber a necessidade da consolação em tempos de desolação. Ouvimos também alguns testemunhos de consolação a partir dos quatro continentes onde a Família Consolata se encontra.

 

E assim chegou ao fim o terceiro dia da nossa Conferência Murang’a 2, precisamente quando parece que todos estávamos já habituados (e alegremente dedicados) ao nosso compromisso diário online.
O mundo parece mesmo que encolhe, quando olhado através das possibilidades que uma conexão online nos oferece. E é assim que da Mongólia e da Coreia, na hora em que era suposto irem dormir, eles estão fielmente em frente ao PC, ao mesmo tempo que na da Bolívia e do Brasil, em pleno Inverno, não hesitam em juntar-se a nós quase ao amanhecer. Mesmo na Europa, não é brincadeira: para haver pontualidade é preciso desistir da sesta da tarde e lutar com o forte calor das 14 horas a meio de junho.

 

No centro deste dia, um imperativo: “Consolai, consolai o meu povo” (Is 40:1), frase bíblica que nos remete para o cerne e o significado da nossa própria identidade. A dra. Laura Verrani – esposa e mãe, teóloga, envolvida na catequese bíblica na diocese de Turim e noutros lugares, em estreita colaboração com o Secretariado Missionário, leva-nos à escuta do texto bíblico de Isaías (40, 1-11).

 

Percorrendo o texto quase palavra por palavra, faz ressaltar alguns elementos que, segundo ela, se destacam de forma surpreendente. Em primeiro lugar, a situação de desolação e tribulação em que o povo de Israel se encontrava no momento em que é escrita esta mensagem de consolação, como que para dizer: não há situação de sofrimento que não possa ser alcançada por uma mensagem de esperança.
Em segundo lugar, que a mensagem não é confiada a uma voz isolada, mas a uma polifonia de vozes, uma pluralidade, para expressar que uma mensagem tão importante como essa precisa de um coro de vozes em harmonia umas com as outras para chegar onde é dirigida.
O conteúdo da mensagem, pois convida a recuperar o fôlego, a respirar de novo, literalmente, ou seja, a regressar à vida, e numa medida superabundante, multiplicada em comparação com a carga de sofrimento que se transporta.
Finalmente, como deve ser transmitida esta mensagem de consolação: deve ser gritada! (v.9), porque deve ser nitidamente ouvido, deve “quebrar” muros, defesas e surdez.
Interessante para nós é a advertência de que não há especialistas nomeados para transmitir a mensagem de consolação: por vezes isto vem daqueles que menos esperamos!

 

O tema assim desenvolvido suscita algumas questões na Assembleia, para as quais é deixado um espaço apropriado antes de concluir a conexão. Grande foi o apreço que a Lectio despertou, em todas as latitudes e paralelos, tal como se manifestaram as numerosas mensagens no chat, e importantes foram os pontos de reflexão e oração que Laura Verrani nos ofereceu precisamente a nós, filhos e filhas da Consolata.

 

Na segunda parte da reunião, mais uma vez a divisão nos mesmos grupos virtuais (e muito reais) dos dias anteriores, com a tarefa de identificar escolhas e atitudes para tornar concreta a consolação no mundo de hoje. A hora disponível para o trabalho de grupos voa, com pouco tempo para dar a palavra a todos, talvez também porque a experiência de grupo termina aqui. Infelizmente.

 

Amanhã a Comissão vai ajudar-nos a “puxar os cordelinhos”, tentar uma síntese, e oferecer algumas perspetivas concretas para o futuro.

 

A verdade é que nestes dias nos sentimos realmente como uma família reunida à volta um “fogo” comum. E VIVA MURANG’A 2!