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Missas recordam missionários e missionárias vítimas do coronavirus

O padre Stefano Camerlengo convida a que em todas as comunidades da Consolata se celebre, nas missas dos dias 16 de maio e 16 de junho, em sufrágio pelas vitimas do coronavírus da Família Missionária da Consolata

“Para estar mais em comunhão proponho que todas as Missas que serão celebradas nas nossas comunidades nos dias 16 de maio e 16 de junho de 2020, sejam em sufrágio pelos mortos que nos deixaram por causa do coronavírus: missionários, amigos e benfeitores”, escreve o superior geral dos Missionários da Consolata (IMC), padre Stefano camerlengo, numa carta recentemente enviada a todo o Instituto.
Sem os citar diretamente, o padre Camerlengo pensa de uma forma especial nos onze padres e duas irmãs missionárias da Consolata vítimas do coronavírus nestas últimas semanas de pandemia, na Itália. “Um número considerável, um mistério doloroso que nunca tinha acontecido antes, um recorde que nos parte o coração, o de tantos irmãos que morreram num curto espaço de tempo”, lamenta. E é por isso que lança o convite a todos os missionários e a todas as comunidades “para uma extraordinária celebração eucarística com a especial intenção de recordar estes falecidos”.
Numa carta sentida, de página e meia, Camerlengo diz que a todos “conforta a memória destes missionários plenamente identificados com o carisma ad gentes, autores de extraordinárias páginas de amor pelo povo e de dedicação à Missão e ao nosso Instituto. Valorizemos o seu exemplo, pelo qual devemos agradecer ao Senhor”.
Num misto de sentimentos de tristeza e agradecimento, o superior geral diz “assegurar” a sua “proximidade a todas as famílias” que perderam estes “nossos confrades, na dor ainda mais desoladora pela impossibilidade de acompanhar pessoalmente os seus falecidos ao cemitério com uma cerimónia fúnebre”, e prossegue recordando também os “muitos amigos e benfeitores do Instituto que infelizmente morreram em consequência da pandemia, homens e mulheres que, através da oração e do sacrifício, acompanharam e apoiaram o Instituto nas suas diversas atividades de evangelização”.

“Sentir a presença de Deus”
O padre Stefano – que está no segundo mandato como superior geral do IMC -, considera que estes dias são especialmente difíceis e vividos “em tristeza pela perda dos nossos entes queridos”, mas ao mesmo tempo, procura animar os missionários e as comunidades: “devemos apoiar-nos mutuamente e encontrar consolo na certeza da fé e apoio no espírito de família que o nosso Fundador tanto desejava”.
“Esta celebração”, explica, procura “ser uma ajuda oferecida a todos, para que possam ver e experimentar na dor, no sofrimento, na solidão e no medo, a proximidade e a ternura de Deus. Certamente, a fé não apaga a dor, a comunhão eclesial não tira a angústia, mas ilumina a realidade e revela-a habitada pelo amor e pela esperança, baseada não na nossa própria capacidade, mas precisamente Nele, que é fiel e nunca nos abandona”, escreve.
Numa carta em que cita um ensinamento do Beato Allamano: “A comunidade será sempre formada pelos vivos e pelos defuntos; nunca este vínculo será dissolvido, nem mesmo no Céu” -,  o padre Stefano conclui invocando “a proteção materna de Maria Consolata” e pedindo para que “o Espírito Santo inspire a nossa ação, nos apoie no cuidado com os necessitados e nos faça sentir a presença de Deus ao nosso lado”. E bem que precisamos!

Missionários e missionárias da Consolata falecidos pelo coronavírus
Entre os falecidos da família Consolata pela pandemia do covid 19 nas últimas semanas, estão estes missionários e missionárias da Consolata:
Missionários da Consolata: P. Lorenzo Cometto. P. Giovanni Medri, P. Antonio Roberti, P. Giovanni Viscardi, P. Gabriele Goletto, P. Virgilio Panero, P. Fedele Crippa, P. Mario Baseggio, P. Francesco Pavese, P. Silvestro Bettinsoli, Mons Silas Njiru
Missionárias da Consolata: Ir. Pier Giacomina Bagnati e Ir. Giulia Vanzetto

Albino Brás, IMC