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Liturgia do 17º Domingo Comum – Ano C

(Publicado em: 20/07/2022)

24 de julho 2022
Gen 18, 20-32; Col 2, 12-14; Lc 11, 1-13

 

Filhos do mesmo Pai
A Missão vem do coração de Deus Pai, repleto de amor pela humanidade. Pelo Pai é enviado Jesus para nos introduzir na sua vida divina: “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância”. No Evangelho do 17º Domingo Comum, Jesus manda-nos rezar a este Pai cheio de misericórdia com confiança e insistência, para despertar em nós a consciência de filhos e alertar-nos para a urgência de dar solução concreta aos problemas da humanidade. Que sentimentos desperta em nós a oração do Pai-Nosso que tantas vezes rezamos? Se a rezamos com coerência deveremos reconhecer os outros como nossos irmãos. Não pode entrar na intimidade do Pai quem não zela pelo bom nome dos seus irmãos. Eis os pontos fundamentais desta oração, ensinada por Jesus:

 

1. Pedimos que o nome de Deus seja santificado. Na nossa vida e na vida dos outros. Que ele ressoe forte por toda a terra e nos faça entender que o seu nome anda estampado no rosto de cada irmão, pequeno, doente, ultrajado e violentado nos seus direitos mais elementares.

 

2. Suplicamos que o seu Reino entre na vida da humanidade: na luta pela verdade, pela justiça, pela vida e pela paz. Mas será que o construímos com palavras de consolação e de esperança, com atitudes de compreensão e de acolhimento, com gestos de partilha e de amor?

 

3. Rezamos para que a vontade de Deus seja a nossa e que a vida do Céu se espelhe na terra. Que lindo seria o mundo guiado pela vida que está em Deus, que é eterna circulação do amor. Que ela se espelhe nas relações entre os povos, em partidos e associações, no interior de cada lar e no íntimo de cada coração.

 

4. Pedimos o pão de cada dia. E o Senhor não o nega a ninguém, contanto que o que acumulamos não crie bolor, mas seja em fraternidade distribuído por quem não o tem. Há tanta fome de pão e mais ainda fome de Deus, que poderia ser saciada com a nossa solidariedade.

 

5. Que o Pai perdoe as nossas ofensas, suplicamos nós. Ele, porque é misericórdia, não pode não perdoar. Mas é um perdão que não é compatível com o nosso não-perdão, os nossos rancores ou invejas, as nossas guerras e mentiras, as nossas vinganças e prepotências. Que o Senhor perdoe a mesquinhez do nosso coração.

 

6. Que não nos deixe cair na tentação: do poder, da violência, da glória e do prazer. Do pessimismo, da mediocridade e do desânimo. Da superficialidade e do egoísmo que nos fecham a Deus e aos irmãos. “A missão do cristão – diz o Papa – consiste em dar testemunho do amor de Deus e da força do Evangelho, que derrotam o ódio e a vingança, o egoísmo e a indiferença”. São as nossas armas para vencer toda a tentação.

 

7. E que nos livre de todo o mal: do mal que é construir a nossa vida sem Deus; do mal que é criar confusão e divisões entre os filhos dos homens; do mal que é não respeitarmos os seus direitos; do mal que é fecharmos o nosso coração à fraternidade universal; do mal de não conseguirmos dizer com coerência e verdade: Pai-Nosso.

 

Darci Vilarinho