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Iniciativas solidárias da Consolata em tempos de pandemia

Sem alarde, os Missionários da Consolata (IMC) em Portugal posicionaram-se deste a primeira hora, no que toca a apoios e solidariedade social perante a pandemia do coronavírus

Os Missionários da Consolata em Portugal disponibilizaram, logo após o início da pandemia no nosso país, ainda em março, algumas estruturas para acolher pessoas necessitadas de acolhimento e cuidado. A decisão foi tomada depois do diálogo com os missionários e aprovação unânime do Conselho Regional.

Os espaços foram assim colocados á disposição nas três regiões do país onde os missionários estão presentes: na Região Norte (uma parte da casa IMC de Águas Santas); na Região Centro (um apartamento em Fátima), e na Região de Lisboa (Salão polivalente da Quinta do Castelo, no Cacém).
As duas primeiras estruturas foram colocadas á disposição do Departamento de Ação Social da Secretaria de Estado, com a finalidade de acolher os idosos, não infetados, dos lares que fosse necessário realojar para evitar o contágio. Já o salão da Quinta do Castelo foi disponibilizado para acolher pessoas sem-abrigo, conforme as necessidades, a pedido da Câmara Municipal de Sintra.
Questionado como tem sido todo este processo, o padre Bernard Obiero, conselheiro da Região Europa IMC e representante de Portugal nesse mesmo organismo do Instituto, diz: “Nós disponibilizámos esses lugares quando se esperava o pior, mas, graças a Deus, isso (ainda) não aconteceu, e tem conseguido responder aos problemas dos lares de outras maneiras”. Contudo, adianta que “as casas ainda estão disponíveis”, e acrescentando que no final de abril escreveu à Secretaria de Estado para saber do ponto da situação e para reafirmar que as instalações “continuam à disposição”.

Outras iniciativas em tempos e quarentena
Este missionário da Consolata queniano, ordenado em 2014 e a trabalhar em Portugal, a enumera ainda outras iniciativas que os Missionários da Consolata têm tido, “algumas delas pontuais e muitas outras em colaboração com vários grupos, paróquias, associações”. E descreve algumas delas:
– Acompanhamento das pessoas mais necessitadas nestes tempos difíceis, a partir das nossas paróquias e centros. Por exemplo, o padre Alvaro Pacheco, através da iniciativa “Hospital de Campanha Espiritual” – da Diocese de Coimbra
– Entrega de alimentos e vestuário: o grupo Solidários e a Fundação Allamano, com o padre Ramón Cazallas, em colaboração com as paróquias e instituições na região do Porto.
– Espetáculo Pellegrino: um evento artístico-cultural de grande sucesso, em homenagem aos peregrinos de Fátima, numa iniciativa da Vortice Dance Company, em colaboração com os Missionários da Consolata, e projetado no edifício da Consolata em Fátima.

“A pandemia ainda não acabou e haverá muito ainda para fazer. Vamos contar com a colaboração de todos”, conclui Bernard Obiero.

Albino Brás, IMC