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Festa dos familiares dos missionários da Consolata

(Publicado em: 14/06/2022)

Fátima acolheu no passado 10 de junho a festa dos familiares dos Missionários da Consolata (IMC) em Portugal. Após dois anos de pandemia, em que esta não se realizou, mais de 200 familiares corresponderam ao convite para de novo se reunirem, em espírito de fraternidade e família.

 

A primeira parte do evento decorreu no auditório do Centro Missionário Allamano (CMA). O padre Bernard Obiero, conselheiro da Região Europa do IMC, e o padre Simão Pedro, do Secretariado para a Missão, conduziram este primeiro momento que ficou marcado pela apresentação dos missionários que chegaram nestes últimos dois anos a Portugal (deste a última Festa do Familiares). São eles: o padre Michelangelo (missionário da Consolata italiano, e atual superior de comunidade IMC de Fátima – após 18 anos no Brasil, chegou a Portugal em junho 2021); o padre Marcos Coelho, vindo da Coreia do Sul, onde esteve cerca de 13 anos, atualmente na comunidade de Fátima; o padre Manuel Dias, após 36 anos em missão na Colômbia e atualmente na comunidade IMC de Fátima. O padre Joaquim Gonçalves (ficou 40 anos no Brasil, e agora também Fátima); o Augusto Faustino, moçambicano, que após a teologia em Roma veio fazer um ano de serviço na comunidade IMC do Bairro do Zambujal. Foi ordenado diácono em novembro de 2021. O padre José Neves, missionário português há muitos anos em Moçambique, mas que está em Portugal há quase um ano para tratamentos médicos. Finalmente, o padre José Brás, missionário da Consolata nascido em Cabo Verde, mas que aos 5 anos veio para Portugal. Foi ordenado sacerdote no dia 19 de março deste ano e já está destinado a Moçambique.

 

Após estas apresentações, alguns missionários da Consolata que estão fora do nosso país, deixaram mensagens apresentadas em vídeo no auditório. Foi o caso de D. Diamantino, desde Tete, Moçambique; o padre Hélder Bonifácio (Roma), Jorge Amaro (Canadá), padre Pedro Louro (Roma). E o Ricardo (jovem de Viseu, que está a fazer uma experiência missionária, em Massangulo, Moçambique, e já manifestou o desejo de ingressar no IMC).

 

Seguiu-se a Eucaristia, na capela do Seminário, presidida pelo padre José Brás, e concelebrada por muitos padres da Consolata vindos das seis comunidades do IMC em Portugal. Na reflexão, o neo-sacerdote sublinhou o valor da família. “Cada membro da família não tem preço. Cada um vale por si mesmo.” E citou Allamano quando dizia que “o missionário onde vai devia encontrar outra família. Para que a missão se possa verdadeiramente realizar.”

 

José Brás falou da sua experiência na Amazónia, referiu como Deus se pode manifestar de muitas formas na evangelização dos povos, e apresentou algumas notas históricas sobre como o povo Macuxi foi evangelizado, por sentirem que queriam o modo de vida de povos vizinhos, já evangelizados.

 

O presidente da celebração considera que “a consolação de Deus é fundamental, mas a que recebemos das nossas famílias é também importante. Isso dá força aos missionários”. E pediu aos familiares presentes: “Acompanhem os nossos missionários, também com as nossas orações, porque acreditamos na força da oração, na força do amor de Deus”. “Vamos apoiar os nossos missionários”, concluiu.

 

O encontro encerrou com um almoço fraternal, e sensação de que estes encontros ajudem a fazer crescer o espírito missionário entre todos.

 

Albino Brás