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		<title>Liturgia do 32º Domingo Comum &#8211; Ano A</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2026 10:39:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[8 de novembro de 2026 Sab 6, 12-16; 1Tes 4, 13-18; Mt 25, 1-13 &#160; Vela com o coração 1. Os últimos domingos do tempo litúrgico trazem-nos um forte convite [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: consolata;">8 de novembro de 2026</span><br />
<span style="font-family: consolata;">Sab 6, 12-16; 1Tes 4, 13-18; Mt 25, 1-13</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Vela com o coração</span></strong><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>1.</strong> Os últimos domingos do tempo litúrgico trazem-nos um forte convite à vigilância. Na parábola deste Domingo o evangelista Mateus pede que nos preparemos para o encontro com o Senhor das nossas vidas, mantendo sempre as nossas lâmpadas acesas, isto é, vivendo com intensidade o momento presente. Cada um de nós, tal como essas dez donzelas do Evangelho, é convidado para a festa das bodas, onde o esposo é o próprio Jesus. Temos uma vida inteira para preparar as lâmpadas para a viagem. O azeite é ele mesmo que no-lo dá durante a nossa existência. Trata-se de caminhar na fé e na caridade, iluminados e nutridos pela sua palavra. Tenho azeite que baste para chegar a essa festa? É tempo de espera e de preparação. Não posso adormecer pelo caminho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>2. A imagem da lâmpada foi muito usada por Jesus</strong> para exprimir a necessidade de nunca deixarmos apagar dentro de nós a luz da fé. Mandou que a alimentássemos diariamente com o azeite das boas obras, porque só elas falarão. &#8220;Brilhe assim a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus&#8221;. E S. João acrescentará: “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade”. É significativo que este convite de Jesus se encontre no capítulo 25 de S. Mateus. É o mesmo capítulo dos talentos que devemos fazer frutificar e do nosso encontro final com Jesus, quando seremos julgados pelo amor concreto que pusemos em todas as coisas. É esse o azeite que Deus nos pede: as obras do amor.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>3. Arder para nós e brilhar para os outros</strong>. Se Jesus é a luz do mundo, o discípulo é uma lâmpada portadora dessa luz para iluminar todos os homens até aos confins da terra. Uma luz, que foi recebida no nosso batismo e que não se pode ocultar. Ninguém se pode eximir dessa grande responsabilidade diante do mundo. Se o mundo não acredita é também porque a lâmpada da minha fé não ilumina suficientemente. Falta-lhe o azeite da oração, as obras do amor e o fogo da missão. Só uma Igreja que for lâmpada acesa na luz de Cristo ressuscitado poderá iluminar o nosso mundo. A lâmpada não se preocupa de iluminar. Simplesmente arde, e ardendo ilumina e ajuda as pessoas a verem o que nas suas vidas está desarrumado. Com a luz, desfazem-se as trevas em que tanta gente vive.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>4. Que a minha lâmpada não se apague</strong>. Que a minha vida espiritual se reavive e a minha fé seja capaz de iluminar. “Vela com o coração, diz-nos S. Agostinho, vela com a fé, com a caridade, com as obras; prepara as lâmpadas, cuida de que não se apaguem, alimenta-as com o azeite interior de uma reta consciência; permanece unido ao Esposo pelo Amor, para que Ele te introduza na sala do banquete, onde a tua lâmpada nunca se extinguirá”. Ele é na verdade a Luz perene, que nunca se apaga. Que ela já hoje se manifeste em mim e afugente as trevas que porventura nos dominem.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Darci Vilarinho</span></p>
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		<title>Pequenas peças, grandes gestos: a costura que leva alegria a África</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 10:29:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A costura solidária da associação “Dress a Girl Portugal” está a levar dignidade, alegria e cuidado a crianças de vários países desfavorecidos, através do trabalho de milhares de voluntárias que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10173" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10173" data-attachment-id="10173" data-permalink="https://www.consolata.pt/pequenas-pecas-grandes-gestos-a-costura-que-leva-alegria-a-africa/missao_p_26_27_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Missao_P_26_27_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Missao_P_26_27_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Grupos organizados de costura revelam-se “espaços de convívio, partilha, amizade e pertença”. Existem mais de 60 em Portugal&lt;/p&gt;
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<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A costura solidária da associação “Dress a Girl Portugal” está a levar dignidade, alegria e cuidado a crianças de vários países desfavorecidos, através do trabalho de milhares de voluntárias que transformam tecido em esperança</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Um grupo de voluntários ligados aos Missionários da Consolata levou, este verão, para o Quénia cerca de 500 vestidos, calções e peças de roupa interior confecionados pela “Dress a Girl Portugal”, uma associação que cria vestuário para crianças e adolescentes de países carenciados. Para muitos dos menores beneficiados, aquela “é a primeira vez que recebem uma peça de roupa nova”, destaca Joana Nobre, presidente da associação, em resposta às perguntas enviadas por email pela FÁTIMA MISSIONÁRIA.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Joana recorda um momento que nunca esqueceu: em 2017, em Cabo Verde, uma menina recebeu um vestido e perguntou-lhe apenas: “Tia, é novo?”. A simplicidade da pergunta fez-lhe perceber que, para muitas crianças, ter uma peça nova não é habitual. “Naquele momento compreendi que não estávamos apenas a entregar roupa. Estávamos a dizer àquela criança que ela era importante, que alguém tinha pensado nela e dedicado tempo a criar algo só para ela.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A “Dress a Girl” promove também formação em costura nas próprias comunidades onde vivem as crianças que apoia. “A formação começa sempre pela escuta das pessoas e pela compreensão das necessidades e dos recursos existentes”, explica Joana. O objetivo é ensinar “modelos simples, resistentes e fáceis de reproduzir, bem como técnicas de corte, confeção e acabamento”, a pessoas que “já tenham alguns conhecimentos de costura ou vontade de aprender”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">São Tomé e Príncipe é um dos países onde estas formações já chegaram. “Na Ilha do Príncipe, por exemplo, conciliámos as entregas de roupa nas escolas com momentos de formação dirigidos a alfaiates de Santo António.” Desta forma, trabalha-se para que o conhecimento “permaneça na comunidade e possa continuar a ser transmitido”. Esta capacitação contribui para as pessoas “produzam e reparem roupa, desenvolvam novas competências e, em alguns casos, criem oportunidades de rendimento”, realça.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Em Portugal, existem mais de 60 grupos organizados de costura. As voluntárias – todas mulheres – são mais de 1.500. Já foram entregues mais de 143 mil vestidos, mais de 70.500 calções e mais de 212.680 cuecas em 41 países. Os encontros de costura intergeracionais ajudam a superar o isolamento social da população sénior. “Os encontros de costura são mais do que produção. São espaços de convívio, partilha, amizade e pertença. Muitas voluntárias chegam por causa da costura, mas ficam pelas relações que constroem.” A iniciativa mostra às mulheres que os seus conhecimentos “continuam a ser úteis e valorizados”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A associação funciona apenas com voluntárias e doações. Por isso, os “recursos são imprevisíveis” e nunca se sabe que tecidos, materiais, apoios financeiros ou possibilidades de transporte estarão disponíveis. Joana espera que o vestuário levado para o Quénia “tenha um impacto prático, proporcionando conforto, proteção e melhores condições de higiene, sobretudo através da entrega de roupa interior nova”. A responsável está consciente de que a roupa “não resolve os problemas estruturais da pobreza, mas acredita que pode devolver autoestima, dignidade e alegria”.</span></p>
<div id="attachment_10174" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10174" data-attachment-id="10174" data-permalink="https://www.consolata.pt/pequenas-pecas-grandes-gestos-a-costura-que-leva-alegria-a-africa/missao1_p_26_27_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Missao1_P_26_27_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Missao1_P_26_27_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Crianças quenianas com vestidos da associação “Dress a Girl Portugal”, que este verão foram distribuídos pelo grupo “Twende”, do Norte do país&lt;/p&gt;
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<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A “Dress a Girl Portugal” é uma associação independente e não confessional, mas colabora com instituições religiosas como os Missionários da Consolata e outras organizações civis ou entidades públicas, desde que exista um “objetivo humanitário, transparência e trabalho responsável” no terreno. “Instituições como os Missionários da Consolata conhecem profundamente as comunidades, mantêm relações de proximidade com as famílias e conseguem assegurar que as peças chegam efetivamente às crianças que mais precisam”, considera.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Para Joana, cada peça mostra que “alguém, mesmo estando longe, pensou naquela criança e acredita que ela merece o melhor”. O impacto da associação na vida dos menores é grande. “Cada vestido e cada par de calções transportam muitas horas de trabalho, dedicação e carinho. Enquanto existirem crianças a precisar e voluntárias com vontade de ajudar, teremos razões para continuar.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto: Juliana Batista Fotos: Dress a Girl e Lara Castro</p>
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		<title>Liturgia da Solenidade de Todos os Santos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2026 09:17:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[1 de novembro de 2026 Ap 7, 2-14; 1Jo 3, 1-3; Mt 5, 1-12 &#160; Um Património da Humanidade 1. A festa de Todos os Santos é a festa da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: consolata;">1 de novembro de 2026</span><br />
<span style="font-family: consolata;">Ap 7, 2-14; 1Jo 3, 1-3; Mt 5, 1-12</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Um Património da Humanidade</span></strong><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>1. A festa de Todos os Santos é a festa da bondade espalhada pelo mundo</strong> e canonizada pelo nosso Deus que vê no segredo dos corações. É a festa da beleza interior de tantas pessoas que não desperdiçaram o tempo que lhes foi concedido. É a festa de tantos heróis desconhecidos: os pobres, os mansos e puros de coração. Mas também dos que distribuíram a misericórdia, procuraram a justiça e construíram a paz. Dos que foram perseguidos, injuriados e caluniados por causa do Evangelho. Dos que em espírito de missão espalharam pelo mundo sementes de amor e de paz.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>2. Os Santos são as pessoas mais felizes do mundo</strong>, porque encontraram a realização total das suas vidas. Fizeram certamente coisas belas, praticaram ações que enobreceram o mundo, mas sobretudo tornaram as suas vidas lugares de beleza. São o espelho da beleza de Deus. São o nosso maior tesouro, o património da humanidade. São aqueles que contribuíram e contribuem para a harmonia do mundo. Porque santidade quer dizer harmonia de relação com Deus e uns com os outros para criar felicidade. Santidade é encher cada instante da nossa vida com aquilo que agrada ao Senhor. Somos um povo de santos que nasce do Evangelho e o propõe como carta de princípios para o entendimento entre os povos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>3. O sonho de Deus</strong> &#8211; Nós acreditamos que cada um de nós nasce para realizar um sonho de Deus. O santo é aquele que descobriu e realizou esse sonho. Não se fechou em si mesmo, mas irradiou alegria, entusiasmo e solidariedade por toda a parte. Cumprindo com amor tudo aquilo que nos é pedido, vivendo vontade de Deus no presente e com perfeição também nós realizaremos esse sonho de Deus.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">4. Os Santos ao pé da porta</span></strong><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Reparemos sobretudo hoje na santidade das pessoas que estão ao nosso lado. Ensinava o Papa Francisco: “Não pensemos apenas em quantos já estão beatificados ou canonizados. O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque aprouve a Deus salvar e santificar os homens… Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras da «classe média da santidade»”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>5. Flores perfumadas</strong> – Nestes dias, há uma procissão de gente a caminho dos cemitérios para recordar os entes queridos que já partiram. A Igreja chama-lhes “fiéis defuntos”, porque viveram neste mundo na fidelidade à própria vocação. São os santos da nossa família. Levando flores aos nossos parentes e amigos e com elas uma pequena oração, chave de comunhão com Deus e com eles, não esqueçamos os missionários que gastaram as suas vidas pela difusão do reino de Deus. Eles agradecem e intercedem por nós. “Recordar os defuntos é tê-los próximo do nosso coração, conduzi-los ao coração, para recordar a nós próprios que a vida tem uma perspetiva diferente que vai além do espaço e do tempo. Não é por acaso que o dia que dedicamos à comemoração dos defuntos chegue após a festa de Todos os Santos, pessoas que viveram plenamente esta vida numa perspetiva que é mais do que esta vida”. (W. Lamberti)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Darci Vilarinho</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Retiros Missionários 2026/2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 15:09:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Missionários da Consolata dinamizam, no ano pastoral 2026-2027, três retiros missionários inspirados no tema “Família: semente da missão”. Ao longo do ano, estes encontros convidam os participantes a acolher [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Os Missionários da Consolata dinamizam, no ano pastoral 2026-2027, três retiros missionários inspirados no tema <strong>“Família: semente da missão”.</strong> Ao longo do ano, estes encontros convidam os participantes a acolher a esperança, a renovar a vida comunitária e deixarem-se enviar para dar fruto, tornando-se esperança num mundo que tanto necessita de paz, unidade, fraternidade e consolação.</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong><img data-recalc-dims="1" decoding="async" data-attachment-id="9792" data-permalink="https://www.consolata.pt/retiros-missionarios-2026-2027/assinatura_digital_retiro_advento_nov_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/Assinatura_digital_retiro_Advento_Nov_2026.jpg?fit=850%2C363&amp;ssl=1" data-orig-size="850,363" data-comments-opened="1" data-image-title="Assinatura_digital_retiro_Advento_Nov_2026" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/Assinatura_digital_retiro_Advento_Nov_2026.jpg?fit=850%2C363&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-9792 aligncenter" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/Assinatura_digital_retiro_Advento_Nov_2026.jpg?resize=850%2C363&#038;ssl=1" alt="" width="850" height="363" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/Assinatura_digital_retiro_Advento_Nov_2026.jpg?w=850&amp;ssl=1 850w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/Assinatura_digital_retiro_Advento_Nov_2026.jpg?resize=300%2C128&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/Assinatura_digital_retiro_Advento_Nov_2026.jpg?resize=768%2C328&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" />Local:</strong> Consolata Hotel</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>Inscrição:</strong> 15€</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>Preço por retiro:</strong> 104€ por pessoa em quarto duplo (inclui alojamento e refeições).</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Suplemento de quarto individual: 50€</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Todos os retiros têm início na sexta-feira, às 18h00, e terminam no domingo ao almoço.</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">As inscrições devem ser feitas até uma semana antes da data do início de cada retiro.</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Cada retiro só se realiza com um mínimo de dez pessoas. Os participantes são convidados a levar a Bíblia.</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>Inscrições:</strong> Cristina Henriques</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">249 539 460 | 913 822 301</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">assinaturas@fatimamissionaria.pt</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">FÁTIMA MISSIONÁRIA | Rua Francisco Marto, 52 | 2495-448 Fátima</span></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="9793" data-permalink="https://www.consolata.pt/retiros-missionarios-2026-2027/a4_retiros_2026_2027/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/A4_Retiros_2026_2027.jpg?fit=1080%2C1527&amp;ssl=1" data-orig-size="1080,1527" data-comments-opened="1" data-image-title="A4_Retiros_2026_2027" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/A4_Retiros_2026_2027.jpg?fit=724%2C1024&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-9793 aligncenter" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/A4_Retiros_2026_2027.jpg?resize=1080%2C1527&#038;ssl=1" alt="" width="1080" height="1527" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/A4_Retiros_2026_2027.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/A4_Retiros_2026_2027.jpg?resize=212%2C300&amp;ssl=1 212w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/A4_Retiros_2026_2027.jpg?resize=724%2C1024&amp;ssl=1 724w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/09/A4_Retiros_2026_2027.jpg?resize=768%2C1086&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
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		<title>A missão entre palhotas, burocracias e esperança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2026 15:21:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aos 28 anos, o padre Manuel Magalhães não imaginava que celebraria missa em palhotas ou que batizaria centenas de pessoas de uma só vez. Depois de 14 anos em Moçambique [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10160" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10160" data-attachment-id="10160" data-permalink="https://www.consolata.pt/a-missao-entre-palhotas-burocracias-e-esperanca/manuel_magalhaes_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_Magalhaes_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Manuel_Magalhaes_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Padre Manuel Magalhães tem 55 anos e é natural de Ermesinde. Atualmente está em missão em Roma&lt;/p&gt;
" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_Magalhaes_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-10160" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_Magalhaes_Outubro_2026.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_Magalhaes_Outubro_2026.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_Magalhaes_Outubro_2026.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /><p id="caption-attachment-10160" class="wp-caption-text">Padre Manuel Magalhães tem 55 anos e é natural de Ermesinde. Atualmente está em missão em Roma</p></div>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Aos 28 anos, o padre Manuel Magalhães não imaginava que celebraria missa em palhotas ou que batizaria centenas de pessoas de uma só vez. Depois de 14 anos em Moçambique e de uma passagem exigente pela administração dos Missionários da Consolata em Portugal, vive agora uma missão diferente em Itália</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O padre Manuel Magalhães tem 55 anos e é natural de Ermesinde, no distrito do Porto. Tinha 28 anos quando foi ordenado sacerdote e, com essa idade, estava longe de adivinhar os cenários que o esperavam. “Aos 28 anos não imaginava que iria celebrar missa em palhotas e ter uma simples mesa como altar. Não imaginava que iria batizar, crismar e até casar centenas de pessoas de uma só vez. Não imaginava o que significava acompanhar comunidades cristãs que só têm missa uma vez por ano”, refere o Missionário da Consolata, em resposta às perguntas enviadas por email pela FÁTIMA MISSIONÁRIA.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Entre 2000 e 2014, o missionário percorreu mais de 330 comunidades em Moçambique, passando pela Machava, Vilanculos, Mapinhane, Cuamba, Mecanhelas e Massinga. Trabalhou na rádio, celebrou em várias capelas em diversas línguas, acompanhou e formou centenas de catequistas e apoiou crianças e jovens na saúde e na escola. O que lhe deixa mais saudades são as visitas às comunidades, onde, mesmo “em momentos difíceis e diante de tantas injustiças”, encontrava “a alegria de celebrar a Palavra e a presença de Deus no meio do seu povo”. A Igreja moçambicana, afirma, tem “uma fé provada na dor e na perseguição”, que a torna “ainda mais forte”.</span></p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="10166" data-permalink="https://www.consolata.pt/a-missao-entre-palhotas-burocracias-e-esperanca/manuel_magalhaesradio_moc_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesRadio_Moc_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Manuel_MagalhaesRadio_Moc_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesRadio_Moc_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-10166 alignleft" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesRadio_Moc_Outubro_2026.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesRadio_Moc_Outubro_2026.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesRadio_Moc_Outubro_2026.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" />Depois de regressar a Portugal, assumiu a administração dos Missionários da Consolata. Nessa função, percebeu que os missionários nem sempre estão preparados para trabalhar num mundo “cheio de interesses financeiros e de burocracias”. Gerir os bens de um instituto religioso “torna-se um problema” porque é necessário que haja uma adequação “ao modo de fazer e pensar dos entes económicos que buscam o lucro”. Deparar-se com uma diminuição das ofertas dos benfeitores também não foi fácil, porque isso torna mais difícil “apoiar tantos e grandes projetos em várias missões”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Atualmente, o missionário está ao serviço em Itália, país onde fez o noviciado, a primeira profissão religiosa e estudou Teologia. Regressar ao lugar onde professou não foi apenas “matar saudades”. “Julguei que voltar a Roma seria apenas dar continuidade ao passado: já sei a língua, conheço a cidade, a cultura, mas na verdade vejo que tudo é novidade. A cidade, as pessoas e o instituto mudaram. A missão é dinâmica e isso exige que tenha de me adaptar à nova realidade”, afirma.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Nota igrejas mais vazias — algo que já não o surpreende — mas reconhece que os valores cristãos continuam presentes na sociedade. Surpreende-o o respeito de muitos imigrantes pelo cristianismo e os gestos de misericórdia de quem não se identifica como cristão. Também lhe chama a atenção a presença quase diária da voz da Igreja nos meios de comunicação social. “Os batismos, os matrimónios ou os praticantes podem ter diminuído, mas isso só significa que se a messe já era grande, tornou-se ainda maior.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Em Itália, é secretário geral dos Missionários da Consolata, uma missão discreta e essencial. “Quando se pensa em ser missionário não é este o tipo de missão que temos em mente. Mas sim, é também missão”, sublinha. O cargo exige contacto regular com comunidades espalhadas pelo mundo. “Constantemente contacto os missionários para lhes transmitir informações, mas também para estabelecer e fortalecer entre todos uma ligação que está radicada na espiritualidade do nosso fundador, São José Allamano, que queria que fôssemos uma família missionária.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Sobre o futuro da missão em Portugal, acredita que será necessário “trabalhar mais juntos, dar mais espaço aos leigos e tornar as comunidades cristãs menos institucionais e mais colaborativas e familiares”. Para ele, a missão nunca foi fácil e nunca será: “Jesus não apresentou aos discípulos uma missão fácil; terá sempre os seus desafios”. Aos jovens, deixa um apelo: “o coração humano não é feito para o que é efémero; é preciso coragem para fazer escolhas que definam o caminho”. E conclui com esperança: “é possível escolher viver os valores do Evangelho, mesmo no meio da algazarra de tantos influenciadores digitais; é possível escutar a simples voz do Bom Pastor”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Texto: Juliana Batista</span></p>
<div id="attachment_10162" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10162" data-attachment-id="10162" data-permalink="https://www.consolata.pt/a-missao-entre-palhotas-burocracias-e-esperanca/manuel_magalhaespais_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesPais_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;copyright&quot;:&quot;Fatima Missionaria - DPIM Consolata, R Francisco Marto, 52 - 2496-908 Fatima. Telefone 249539460, geral@fatimamissionaria.pt&quot;}" data-image-title="Manuel_MagalhaesPais_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Missionário junto dos seus pais, na celebração de envio para Moçambique, onde esteve entre 2000 e 2014&lt;/p&gt;
" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesPais_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-10162" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesPais_Outubro_2026.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesPais_Outubro_2026.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Manuel_MagalhaesPais_Outubro_2026.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /><p id="caption-attachment-10162" class="wp-caption-text">Missionário junto dos seus pais, na celebração de envio para Moçambique, onde esteve entre 2000 e 2014</p></div>
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		<title>A floresta ensina que tudo tem o seu tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 17:02:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nasci no Uganda há quase 37 anos e estou ao serviço na Missão Catrimani, localizada no coração da floresta amazónica, no Brasil. Chamo-me Bob Mulega e sou padre Missionário da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10152" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10152" data-attachment-id="10152" data-permalink="https://www.consolata.pt/a-floresta-ensina-que-tudo-tem-o-seu-tempo/padre_bob_mulegua_catrimani_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Padre_Bob_Mulegua_catrimani_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Padre_Bob_Mulegua_catrimani_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;O padre Bob Mulegua nasceu no Uganda e está ao serviço na Missão Catrimani, no Brasil &lt;/p&gt;
" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Padre_Bob_Mulegua_catrimani_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-10152" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Padre_Bob_Mulegua_catrimani_Outubro_2026.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Padre_Bob_Mulegua_catrimani_Outubro_2026.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Padre_Bob_Mulegua_catrimani_Outubro_2026.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /><p id="caption-attachment-10152" class="wp-caption-text">O padre Bob Mulegua nasceu no Uganda e está ao serviço na Missão Catrimani, no Brasil</p></div>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Nasci no Uganda há quase 37 anos e estou ao serviço na Missão Catrimani, localizada no coração da floresta amazónica, no Brasil. Chamo-me Bob Mulega e sou padre Missionário da Consolata desde os meus 31 anos. Quando, em 2019, cheguei à Missão Catrimani, e entrei em contacto com o povo indígena yanomami, acreditava que a missão consistia sobretudo em aprender uma nova língua, compreender a cultura do povo e anunciar o Evangelho através da presença e da convivência. Sabia que encontraria desafios, mas imaginava que eles estariam do lado de fora: a floresta, as distâncias, o isolamento e as diferenças culturais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Com o passar dos anos, descobri que a missão mais exigente não estava diante de mim, nem fora de mim, mas dentro de mim. A missão transforma o missionário antes mesmo de transformar qualquer realidade. Essa é uma verdade sobre a qual pouco se escreve. Falamos muito dos povos, dos projetos, das dificuldades, dos frutos e dos desafios pastorais. Contudo, quase não falamos da humanidade daquele que permanece anos em contextos extremos. Existe uma missão invisível, silenciosa, que acontece no coração de quem foi enviado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Ao longo destes sete anos, aprendi que o missionário continua a ser plenamente humano. Continua a sentir medo, saudade, cansaço, alegria e esperança. Continua a precisar de silêncio, de oração, de descanso e de pessoas que o escutem. Reconhecer isso não diminui a vocação; torna-a mais verdadeira. A graça de Deus não elimina a natureza humana, mas fortalece-a.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">São José Allamano, fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata, insistia que o missionário deveria procurar, antes de tudo, a santidade. Para ele, não bastava fazer muito; era necessário estar profundamente unido a Deus. A missão nasce da vida interior. Essa espiritualidade ensinou gerações de missionários que a fecundidade apostólica não depende apenas da eficiência, mas da qualidade da presença. Permanecer junto do povo exige, igualmente, permanecer unido a Cristo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A convivência com o povo yanomami também me evangelizou. Aprendi a respeitar o ritmo da floresta, a ouvir antes de falar e a compreender que a presença vale mais do que a pressa. A floresta ensina que tudo tem o seu tempo. Nenhuma árvore produz frutos continuamente. Também o missionário precisa de tempos de renovação para continuar a oferecer vida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O Concílio Vaticano II, no decreto ‘Ad Gentes’, recorda que a Igreja é missionária por sua própria natureza. Essa natureza missionária, porém, nunca pode esquecer a dignidade da pessoa enviada. O Papa Francisco, na exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’, convida a Igreja a ser uma comunidade de discípulos missionários que caminha com alegria. Essa alegria não nasce do ativismo, mas do encontro permanente com Cristo. Em ‘Fratelli Tutti’, o Papa Francisco recorda que toda a missão autêntica nasce da proximidade, do cuidado e da capacidade de reconhecer a humanidade do outro. Talvez devamos acrescentar: também da capacidade de reconhecer a humanidade do próprio missionário.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Ao longo do caminho, percebi que existe outra floresta, invisível aos olhos: a floresta das expetativas. Espera-se que o missionário esteja sempre disponível, sempre forte e sempre pronto. Poucos perguntam como ele está. No entanto, cuidar da própria saúde física, emocional e espiritual não significa fugir da missão. Significa garantir que ela continue. Um coração esgotado dificilmente conseguirá permanecer sinal da esperança de Deus.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Escrevo estas linhas não para falar de mim, mas para dar voz a tantos missionários que vivem realidades semelhantes. A missão precisa de homens e mulheres apaixonados pelo Evangelho, mas também conscientes dos seus limites. Precisamos de formar missionários capazes de amar profundamente os povos aos quais são enviados, sem perder a própria humanidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10153" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10153" data-attachment-id="10153" data-permalink="https://www.consolata.pt/a-floresta-ensina-que-tudo-tem-o-seu-tempo/catrimani_1_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/catrimani_1_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="catrimani_1_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Missionário da Consolata acompanha o povo indígena yanomami há sete anos, no coração da floresta amazónica&lt;/p&gt;
" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/catrimani_1_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-10153" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/catrimani_1_Outubro_2026.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/catrimani_1_Outubro_2026.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/catrimani_1_Outubro_2026.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /><p id="caption-attachment-10153" class="wp-caption-text">Missionário da Consolata acompanha o povo indígena yanomami há sete anos, no coração da floresta amazónica</p></div>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Depois de sete anos em Catrimani, continuo convencido de que Deus me chamou para caminhar com o povo yanomami. Continuo a acreditar que vale a pena gastar a vida pela missão. Mas hoje sei que permanecer missionário exige também permanecer humano. Talvez essa seja a missão invisível: deixar que Deus cuide do coração daquele que Ele mesmo enviou. Quando isso acontece, o missionário descobre que a sua maior obra não é aquilo que realiza, mas a pessoa em que, pela graça de Deus, se vai tornando ao longo do caminho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Texto: Bob Mulega</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Liturgia do 30º Domingo comum – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 16:01:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[25 de outubro de 2026 Ex 22, 20-26; 1 Tes 1, 5-10; Mt 22, 34-40 &#160; Nada pode travar o amor 1. “Amarás o Senhor teu Deus com todo o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: consolata;">25 de outubro de 2026</span><br />
<span style="font-family: consolata;">Ex 22, 20-26; 1 Tes 1, 5-10; Mt 22, 34-40</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Nada pode travar o amor </span></strong><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>1.</strong> “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua inteligência e com todas as tuas forças, e amarás o próximo como a ti mesmo”, lê-se num texto de São Mateus que é proclamado neste 30º domingo do tempo comum. É o programa de vida de todo e qualquer cristão e, portanto, de todo e qualquer missionário. Não há coisa mais valiosa no mundo. O homem, nosso próximo, é o nosso caminho para Deus. O amor não se fica pelos desejos. Pede provas e sinais: na difusão do amor de Deus entre os homens, na dedicação às tarefas do bem comum, na promoção e elevação das pessoas. Foi esta a missão e a paixão de Jesus e deve ser também a nossa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>2. O amor como verdadeiro motor da Missão</strong> &#8211; É o único critério pelo qual tudo deve ser feito. É o princípio que deve orientar cada ação, e o fim para o qual devemos tender. Nas palavras do Papa emérito Bento XVI, “ser missionário significa debruçar-se, como o bom Samaritano, sobre as adversidades de todos, de forma especial dos mais pobres e necessitados, porque quem ama com o Coração de Cristo não busca o seu próprio interesse, mas unicamente a glória do Pai e o bem do próximo. Aqui está o segredo da fecundidade apostólica da ação missionária, que ultrapassa as fronteiras e as culturas, alcança os povos e se espalha até aos extremos confins do mundo”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>3. Testemunho exemplar</strong> – Apraz-me a tal respeito citar o testemunho admirável da irmã Irene Stefani, que foi recentemente beatificada e cuja memória litúrgica se celebra daqui a dias, no dia 31 de outubro. Foi uma missionária da Consolata que durante a primeira guerra mundial, com heroica abnegação prestou serviço em vários hospitais militares, na África. Todos se assemelhavam pelas condições precárias de trabalho: escassez de meios, ausência de pessoal qualificado, aglomeração excessiva e caótica de doentes por causa das constantes epidemias. </span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Conta um seu biógrafo que, nos fins de fevereiro de 1917, em plena 1ª guerra mundial, a equipa missionária formada pelo padre Bento, a irmã Cristina e a irmã Irene, foi enviada para o acampamento hospitalar de Kilwa, na Tanzânia, onde a desordem era completa e os doentes pessimamente assistidos. Mal acolhidas pela direção e pelos enfermeiros, as Irmãs sentiam-se bloqueadas no seu serviço, porque não podiam dispor nem de alimentos nem de remédios, rigidamente conservados em lugar fechado à mercê dos guardas.</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Bloqueadas? Mas quem bloqueia a caridade? Ela é como um rio caudaloso, diz a Escritura, e nada pode travar o amor. Foi o que aconteceu com a irmã Irene. Não tendo nada para oferecer aos seus doentes ofereceu-se a si mesma, assistindo com todo o amor os mais graves, os mais nojentos e descuidados. Porque a água era racionada e o calor excedia os 45º, os doentes morriam à sede. Cedia então a água que lhe cabia aos que mais precisavam. Depois, caminhando ao sol abrasador, de tigela na mão, ia suplicar ao armazenista um pouco mais desse precioso líquido. A sua atitude humilde desarmava os guardas mais carrancudos, que lhe enchiam a vasilha e se comoviam perante os seus agradecimentos.</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A sua caridade, paciência e amabilidade tocavam os corações dos doentes e dos enfermeiros. A estes não os repreendia pelo descuido ou dureza no serviço. Mostrava com o exemplo como se amam as pessoas. Sem impor nada a ninguém, o ambiente transformou-se. O próprio médico, impressionado pelos seus gestos a favor dos doentes, perguntava a si mesmo se, para agir assim, essa mulher não era uma louca ou uma criatura do outro mundo. Talvez fosse um anjo revestido de carne humana! Opinião que coincidia com a de outro médico protestante, que dizia: <strong>“Aquela não é uma mulher. É a caridade personificada”</strong>. Morrerá alguns anos mais tarde com 39 anos de idade, contagiada pelos doentes de peste que serviu até ao fim. O povo chamava-a “Nyatha”, quer dizer “cheia de misericórdia”. São assim os santos. A Igreja reconheceu publicamente a sua santidade, beatificando-a no mês de maio de 2015, em Nyeri, Quénia, onde está sepultada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Darci Vilarinho</span></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Voluntários renovam escolas e criam espaços de estudo e encontro em África</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 14:51:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre tijolos, pincéis, computadores, cabazes e brincadeiras, voluntários portugueses viveram um verão que uniu construção, educação e encontro. No Quénia e em Moçambique, deixaram obras visíveis – e laços invisíveis [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10144" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10144" data-attachment-id="10144" data-permalink="https://www.consolata.pt/voluntarios-renovam-escolas-e-criam-espacos-de-estudo-e-encontro-em-africa/atualidade_volunt_twende_lcastro-4_outubro_2026/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Volunt_TWENDE_LCastro-4_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Atualidade_Volunt_TWENDE_LCastro-4_Outubro_2026" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Volunt_TWENDE_LCastro-4_Outubro_2026.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="wp-image-10144 size-full" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Volunt_TWENDE_LCastro-4_Outubro_2026.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Volunt_TWENDE_LCastro-4_Outubro_2026.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Volunt_TWENDE_LCastro-4_Outubro_2026.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /><p id="caption-attachment-10144" class="wp-caption-text">Salas da escola infantil e primária de Santa Eugenia em Mujwa, no Quénia, foram renovadas pelo grupo “Twende”</p></div>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Entre tijolos, pincéis, computadores, cabazes e brincadeiras, voluntários portugueses viveram um verão que uniu construção, educação e encontro. No Quénia e em Moçambique, deixaram obras visíveis – e laços invisíveis – que continuam a crescer após a partida</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">No último verão, quatro grupos de voluntários do norte de Portugal ligados aos Missionários da Consolata partiram para o Quénia e Moçambique com missões distintas, mas unidas pelo mesmo propósito: criar espaços que devolvem dignidade, aprendizagem e encontro às comunidades. Entre escolas erguidas, salas renovadas, parques comunitários iniciados e laços criados com crianças e famílias, estas missões – que decorreram durante cerca de 30 dias – deixaram marcas profundas em Chumviyere, Mujwa e Massangulo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>Erguer e equipar</strong></span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Os grupos “Tijolo a Tijolo” e “Es-tu-dar” estiveram na aldeia de Chumviyere, na região de Isiolo, norte do Quénia, onde ajudaram a erguer uma escola pré-primária. Quando chegaram ao terreno, grande parte da estrutura da nova escola já estava levantada, graças aos fundos que já tinham enviado. A antiga escola, construída em chapas metálicas, tornava o calor e o ruído da chuva insuportáveis. Os voluntários rebocaram e pintaram paredes, instalaram iluminação solar, montaram mobiliário e prepararam três salas de aula e um recreio com bebedouros e baloiços. O escritório recebeu armários, impressora, papel e computador, e foi instalada internet para apoiar professores e alunos, conforme descreveram os voluntários no instagram, em voluntariadoquenia2026 e missao_estudar_quenia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A equipa montou canalização de água, iniciou casas de banho, colocou um reservatório para recolha de água da chuva e criou um sistema de rega. Holofotes alimentados por energia solar passaram a iluminar o recinto, a área exterior foi vedada e a igreja local recebeu nova pintura e reparações. A meio da missão, decidiram avançar com uma cozinha comunitária e um refeitório coberto, para que as crianças deixassem de almoçar sentadas no chão. Distribuíram cabazes alimentares com bens como farinha e sabão, e entregaram materiais médicos, incluindo uma incubadora.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10147" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10147" data-attachment-id="10147" data-permalink="https://www.consolata.pt/voluntarios-renovam-escolas-e-criam-espacos-de-estudo-e-encontro-em-africa/atualidade_chumviyere_outubro_2026_img_2018/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_2018.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Atualidade_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_2018" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt; Jovens e crianças de Massangulo, em Moçambique, participaram num conjunto de atividades desenvolvidas pelo grupo “Ponto de Encontro”&lt;/p&gt;
" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_2018.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-10147" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_2018.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_2018.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_2018.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /><p id="caption-attachment-10147" class="wp-caption-text">Jovens e crianças de Massangulo, em Moçambique, participaram num conjunto de atividades desenvolvidas pelo grupo “Ponto de Encontro”</p></div>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A aldeia de Chumviyere é maioritariamente habitada por famílias da tribo Turkana, uma comunidade pastorícia, conhecida pelas suas danças, cores, colares e tradições ancestrais. As crianças Turkana prepararam apresentações de danças tradicionais, com vestimentas e acessórios típicos da sua cultura. “Encheram o espaço de música, movimento e alegria. Ficámos encantados com a dedicação e o entusiasmo com que quiseram partilhar connosco a sua cultura”, escreveram os voluntários, que visitaram também as “manyattas”, casas tradicionais das tribos locais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O grupo entregou material médico, chinelos, bolas, raquetes, carrinhos de rolamentos, talheres, garrafas reutilizáveis, armários, uma coluna de som, uma guitarra, roupa, diversos jogos e colchonetes impermeáveis para as crianças fazerem a sesta. Dinamizaram atividades lúdicas e interculturais e criaram laços afetivos com as crianças. Um dos dias mais especiais foi a visita de estudo ao safari de Samburu – para muitas crianças, aquela foi a primeira saída da aldeia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Antes do regresso, deixaram também alimentação para cerca de dois meses, incluindo arroz, farinha, feijão, lentilhas, óleo, açúcar, batata, cebola e repolho. A chegada a Portugal trouxe um sentimento agridoce: a alegria de voltar às famílias e a saudade de uma comunidade que os acolheu com generosidade. “Levamos connosco memórias que ficarão para sempre e um enorme sentimento de missão cumprida.”</span></p>
<div id="attachment_10148" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10148" data-attachment-id="10148" data-permalink="https://www.consolata.pt/voluntarios-renovam-escolas-e-criam-espacos-de-estudo-e-encontro-em-africa/atualidade_volunt_chumviyere_outubro_2026_img_1377/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_Volunt_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_1377.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Atualidade_Volunt_Chumviyere_Outubro_2026_IMG_1377" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Aldeia de Chumviyere é maioritariamente habitada por famílias da tribo Turkana, conhecida pelos seus colares e tradições ancestrais&lt;/p&gt;
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<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Renovar e distribuir</span></strong><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O grupo “Twende” – palavra suaíli que significa “Vamos lá” – partiu para Mujwa, na região de Meru, no Quénia, com o objetivo renovar as salas da escola infantil e primária de Santa Eugenia, que apresentavam graves problemas estruturais. “Lixámos, pintámos e tapámos buracos, transformando pouco a pouco este espaço”, relataram os voluntários no instagram, em twende.2026. A colocação de um novo chão completou a renovação das salas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Os voluntários visitaram a Escola Secundária das Raparigas, onde viveram momentos de convívio e escuta: “Entre jogos, conversas e gargalhadas, conhecemos os seus sonhos e a esperança com que olham para o futuro.” Durante a visita, o padre Fredrick Ndirangu, Missionário da Consolata e superior da missão de Mujwa, revelou que vão ser implementadas aulas de costura e informática. Cinco computadores levados de Portugal vão já apoiar esta mudança.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O grupo distribuiu roupa e alimentos e visitou famílias dispersas por caminhos difíceis. “Encontrámos rostos cheios de esperança e olhares de quem continua a acreditar apesar das dificuldades.” A missão incluiu um momento espiritual marcante: a participação nas profissões religiosas das Irmãs de Nossa Senhora da Nazaré, em Meru. “Vivemos momentos de grande emoção e testemunho. Impressiona-nos ver tantas jovens a responder ao chamamento de Deus com tanta alegria e convicção.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Houve tempo para mergulhar na cultura local, incluindo conhecer árvores e frutos locais, atravessar a linha do equador, observar animais no seu habitat natural e participar num funeral – uma experiência profundamente significativa. Aprenderam a fazer ‘chapati’, um pão achatado típico da culinária da África Oriental – “Entre farinha, mãos na massa e muitas gargalhadas, descobrimos mais um pouco da riqueza desta terra. E podemos garantir: estavam deliciosos!” Fizeram um safari, contemplaram o Kilimanjaro e visitaram uma feira local, onde descobriram “tradições, cores e histórias”.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Entre os voluntários estava Mário Jorge Ferreira, o pároco de Baguim do Monte. “Não me digam que a Igreja está morta, pois não está; vi uma Igreja alegre, viva, em saída. Vi uma Igreja que abraça cada um, sempre com tanto para nos dar. Vi missionários a darem-se com uma alegria contagiante. Vi famílias a abraçar-nos, mesmo tendo tão pouco para comer ou mesmo cheios de problemas familiares. Mas também me vi de coração apertado, de lágrima no olho, livre em ser Igreja, aberto ao abraço e ao sorriso de cada um”, escreveu o padre diocesano, que partiu pela primeira vez em missão. O trabalho do grupo “Twende” continuará a ser acompanhado pelo padre Fredrick, garantindo que o impacto da missão se prolonga no tempo e que a comunidade de Mujwa continua a beneficiar das melhorias iniciadas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>As bases do parque </strong></span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O grupo “Ponto de Encontro” partiu para Massangulo, em Moçambique, para iniciar o Parque Comunitário da Missão. Ao chegarem ao terreno, perceberam que o projeto era mais do que transformar um espaço. O padre João Nascimento, Missionário da Consolata português ao serviço em Massangulo, explicou-lhes que muitas pessoas procuram trabalho para garantir algum rendimento. O parque tornou‑se, assim, uma forma de envolver e empregar a comunidade. A primeira tarefa foi remover uma casa que ocupava o terreno destinado ao parque – um trabalho exigente, mas marcado por gargalhadas.</span></p>
<div id="attachment_10146" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10146" data-attachment-id="10146" data-permalink="https://www.consolata.pt/voluntarios-renovam-escolas-e-criam-espacos-de-estudo-e-encontro-em-africa/atualidade_volunt_mocambique_outubro_2026_997/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Atualidade_volunt_Mocambique_Outubro_2026_997.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Atualidade_volunt_Mocambique_Outubro_2026_997" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt; Jovens e crianças de Massangulo, em Moçambique, participaram num conjunto de atividades desenvolvidas pelo grupo “Ponto de Encontro”&lt;/p&gt;
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<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Os voluntários pernoitaram na missão, onde descobriram “nascentes de água e paisagens de uma beleza difícil de descrever”, conforme partilharam no instagram, em missao_pontodeencontro. O grupo visitou a Escola Secundária de Massangulo, onde o diretor apresentou o espaço e a realidade dos alunos. Numa segunda visita, conheceram a turma do 11.º ano, num encontro marcado pela curiosidade e pela partilha. A missão teve as suas peripécias, com a viagem até Masserema a sofrer um imprevisto: a carrinha do padre João não conseguiu avançar num troço, obrigando o grupo a caminhar cerca de uma hora até à comunidade.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Dinamizaram encontros para crianças e jovens com jogos, leitura, escrita e momentos de convívio. Houve tempo para contemplar as estrelas ao som da guitarra do sacerdote, e os mais pequenos estiveram no centro da missão. Com eles, os voluntários saltaram à corda, sopraram bolas de sabão, jogaram futebol e desenharam. A separação foi a parte mais difícil: “As crianças nunca nos querem deixar ir embora e fazem questão de nos acompanhar até ao último momento, entre abraços e sorrisos.” A despedida trouxe um gesto comovente: “Ofereceram-nos uma capulana. Foi um gesto carregado de significado, que nos deixou de coração cheio.”</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O parque não ficou concluído, mas o essencial está preparado. “Todo o terreno foi limpo e preparado para que a construção possa começar.” O padre João continuará a envolver trabalhadores da comunidade, garantindo que o projeto gera emprego e impacto local. Os donativos não utilizados foram entregues ao missionário e serão aplicados na melhoria dos espaços de apoio ao estudo </span><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">e na reabilitação de capelas – locais que, para além da celebração da Eucaristia, servem para dar explicações às crianças. A iniciativa deverá beneficiar menores que vivem em comunidades onde não existe escola.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Texto: Juliana Batista</span></p>
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		<title>Liturgia do 29º Domingo Comum – Ano A</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 16:25:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[liturgia]]></category>
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					<description><![CDATA[18 de outubro de 2026 Is 45, 1.4-6; 1 Tes 1, 1-5; Mt 22, 15-21 &#160; Dai a Deus o que é de Deus 1. A liturgia do 29º Domingo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: consolata;">18 de outubro de 2026 </span><br />
<span style="font-family: consolata;">Is 45, 1.4-6; 1 Tes 1, 1-5; Mt 22, 15-21</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Dai a Deus o que é de Deus </span></strong><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>1.</strong> A liturgia do 29º Domingo do Tempo Comum convida-nos a refletir sobre as realidades de Deus e as realidades do mundo. Diz-nos que, se Deus é a nossa prioridade, não devemos todavia alhear-nos dos nossos compromissos na construção do mundo.</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O homem pertence a Deus, mas não pode deixar de cumprir as suas obrigações com a comunidade humana. &#8220;Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O homem não pode nem deve alhear-se das suas obrigações para com a comunidade humana. Deve ser um cidadão exemplar e contribuir para o bem comum. No entanto, é importante e fundamental que o homem reconheça a Deus como o seu único senhor. Se as moedas romanas têm a imagem de César, que sejam dadas a César. Mas o homem, dentro do seu coração, não tem inscrita a imagem de César, mas a imagem de Deus, como se lê no Livro do Génesis: &#8220;Deus disse: ‘façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança’… Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>2. Jesus não quer entrar no debate político</strong> &#8211; Não está em causa o pagar ou não pagar os impostos. A questão é de outro nível muito mais profundo. O homem pertence a Deus e transporta consigo a imagem do seu Senhor e Criador. Se pertence a Deus deve entregar toda a sua existência nas suas mãos. É Deus que dá sentido a toda a sua vida. Só a Deus se deve adoração e culto. Nem o Estado ou outra qualquer entidade deste mundo podem usurpar o que só a Deus pertence. O martírio é a expressão suprema da resistência cristã perante as tentativas de usurpar o lugar de Deus. A César pertencem coisas, as moedas. A Deus pertence a pessoa com todo o seu coração, a sua mente e as suas forças. </span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Trago em mim a imagem de Deus. Por isso a Ele me devo restituir, vivendo com integridade para não sujar essa imagem. Essa integridade que me é pedida exige que eu seja também cidadão exemplar, que cumpra as minhas responsabilidades e que colabore ativamente na construção da sociedade humana.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Jesus diz-nos que não só é preciso marcar as fronteiras entre Deus e César, mas que é preciso DAR. Dar a César o que é de César, justiça, paz, direitos, respeito, é algo de grande e importante. Mas César não é Deus. César pode ser a pátria temporal, mas não é a pátria definitiva. Dar só a César sem dar a Deus é a ruína do homem, porque marca uma separação na profundidade do seu ser. O homem só o é na sua plenitude, se dá a Deus o que lhe é devido. O secularismo europeu define-se precisamente porque se pretende dar a César sem minimamente reconhecer o lugar de Deus.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;"><strong>3. Recorre hoje o Dia Missionário Mundial</strong>. É o 100º desde que foi iniciado em 1926 a convite do Papa Pio XI depois do pedido feito por vários Superiores Gerais das Congregações missionárias, estando em primeira linha José Allamano. É Dia de oração, reflexão e solidariedade missionária. Diz o Papa Leão XIV na sua mensagem para este dia que &#8220;no centro da missão está o mistério da união com Cristo. Antes da sua Paixão, Jesus orou ao Pai: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo 17, 21). Nestas palavras, revela-se o desejo mais profundo do Senhor Jesus e, ao mesmo tempo, a identidade da Igreja, comunidade dos seus discípulos: ser uma comunhão que nasce da Trindade e que vive da e na Trindade, ao serviço da fraternidade entre todos os seres humanos e da harmonia com todas as criaturas. Ser cristão não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo. Significa permanecer em Cristo como os ramos na videira (cf. Jo 15, 4), imersos na vida trinitária&#8221;.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">4. O Homem e o mundo pertencem a Deus</span></strong><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Na realidade, Jesus no seu Evangelho dá a César e a Deus a sua devida importância. A César – isto é, à política, às instituições civis, aos processos sociais e económicos – pertence o cuidado com a ordem terrena e os cidadãos contribuem promovendo o direito, a justiça e pagando honestamente os impostos. Mas a Deus pertence o homem, todo o homem e todo ser humano.</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Dizia a seu tempo o Papa Francisco que “isso significa que nós não pertencemos a nenhuma realidade terrena, a nenhum &#8216;César&#8217; de turno. Somos do Senhor e não devemos ser escravos de nenhum poder mundano. Sobre a moeda, portanto, há a imagem do imperador, mas Jesus recorda-nos que na nossa vida está impressa a imagem de Deus, que nada e ninguém pode obscurecer. </span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A César pertencem as coisas do mundo, mas o homem e o próprio mundo pertencem a Deus: não o esqueçamos! </span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Sobre a moeda deste mundo está a imagem de César, mas tu, que imagem levas dentro de ti? De quem és tu imagem na tua vida? Pertencemos ao Senhor ou deixamo-nos plasmar pelas lógicas do mundo e fazemos do trabalho, da política e do dinheiro os nossos ídolos a adorar?”</span><br />
<span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Que a Virgem Santa Maria, rainha das Missões nos ajude a reconhecer e honrar a nossa dignidade e a dignidade de cada ser humano.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Darci Vilarinho</span></p>
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		<title>Missionários da Consolata olham para o futuro a partir da Etiópia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Consolata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2026 09:46:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[Os superiores das circunscrições e a direção geral dos Missionários da Consolata, juntamente com o secretário e do administrador geral, encontram-se reunidos em Modjo, na Etiópia, para participar numa Consulta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_10082" style="width: 746px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10082" data-attachment-id="10082" data-permalink="https://www.consolata.pt/missionarios-da-consolata-olham-para-o-futuro-a-partir-da-etiopia/etiopia_20261007consulta-1024x580/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta-1024x580-1.jpg?fit=736%2C375&amp;ssl=1" data-orig-size="736,375" data-comments-opened="1" data-image-title="Etiopia_20261007Consulta-1024&amp;#215;580" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta-1024x580-1.jpg?fit=736%2C375&amp;ssl=1" class="wp-image-10082 size-full" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta-1024x580-1.jpg?resize=736%2C375&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="375" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta-1024x580-1.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta-1024x580-1.jpg?resize=300%2C153&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /><p id="caption-attachment-10082" class="wp-caption-text">Os participantes da Consulta em Modjo, Etiópia</p></div>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Os superiores das circunscrições e a direção geral dos Missionários da Consolata, juntamente com o secretário e do administrador geral, encontram-se reunidos em Modjo, na Etiópia, para participar numa Consulta Intercapitular. A última edição deste encontro realizou-se online, em 2021. Os trabalhos tiveram início na última segunda-feira, 5 de outubro, e prolongam-se até à próxima sexta-feira, dia 16.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A iniciativa constitui um momento particularmente importante na vida do Instituto Missionário da Consolata (IMC), permitindo rever, avaliar e discernir o caminho percorrido entre dois Capítulos Gerais. Realizada a meio do mandato da direção-geral, a consulta pretende analisar a vida e a missão da congregação nos diferentes contextos onde está presente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">A Consulta Intercapitular é também um espaço de governo e de comunhão institucional, no qual a direção-geral e os superiores das várias circunscrições avaliam o percurso do IMC, partilham experiências e procuram caminhos para responder aos desafios atuais da missão.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_10079" style="width: 1034px" class="wp-caption alignleft"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10079" data-attachment-id="10079" data-permalink="https://www.consolata.pt/missionarios-da-consolata-olham-para-o-futuro-a-partir-da-etiopia/etiopia_20261007consulta2-1024x501/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta2-1024x501-1.jpg?fit=1024%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="1024,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Etiopia_20261007Consulta2-1024&amp;#215;501" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta2-1024x501-1.jpg?fit=1024%2C501&amp;ssl=1" class="wp-image-10079 size-full" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta2-1024x501-1.jpg?resize=1024%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="1024" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta2-1024x501-1.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta2-1024x501-1.jpg?resize=300%2C147&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta2-1024x501-1.jpg?resize=768%2C376&amp;ssl=1 768w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-10079" class="wp-caption-text">Dom Tesfaye Tadesse apresenta a situação pastoral, social e institucional da Igreja Católica na Etiópia</p></div>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">Os participantes receberam a visita de monsenhor Tesfaye Tadesse Gebresilasie, arcebispo de Adis Abeba e presidente da Conferência Episcopal da Etiópia. A sua intervenção procurou enquadrar e iluminar os trabalhos da consulta, apresentando um panorama da situação pastoral, social e institucional da Igreja Católica naquele país africano.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: consolata; font-size: 14pt;">O prelado manifestou também o seu reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos Missionários e pelas Missionárias da Consolata, presentes na Etiópia desde 1913, num país que continua a enfrentar as consequências da guerra civil, particularmente na região do Tigré. O programa prosseguiu com a partilha dos superiores sobre a vida e a missão da congregação nos diferentes países onde os Missionários da Consolata estão presentes.</span></p>
<p><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" data-attachment-id="10080" data-permalink="https://www.consolata.pt/missionarios-da-consolata-olham-para-o-futuro-a-partir-da-etiopia/etiopia_20261007consulta6-1024x576/" data-orig-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta6-1024x576-1.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" data-orig-size="736,501" data-comments-opened="1" data-image-title="Etiopia_20261007Consulta6-1024&amp;#215;576" data-image-description="" data-image-caption="" data-large-file="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta6-1024x576-1.jpg?fit=736%2C501&amp;ssl=1" class="size-full wp-image-10080 alignleft" src="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta6-1024x576-1.jpg?resize=736%2C501&#038;ssl=1" alt="" width="736" height="501" srcset="https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta6-1024x576-1.jpg?w=736&amp;ssl=1 736w, https://i0.wp.com/www.consolata.pt/wp-content/uploads/2026/10/Etiopia_20261007Consulta6-1024x576-1.jpg?resize=300%2C204&amp;ssl=1 300w" sizes="auto, (max-width: 736px) 100vw, 736px" /></p>
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