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Criada nova missão em Marrocos para prestar auxílio aos imigrantes

Fruto da cooperação entre várias congregações, esta missão tem por objetivo ajudar imigrantes que atravessam o deserto para tentar chegar a Europa

Durante vários anos, os missionários da Consolata em Espanha sempre procuraram um maior envolvimento no trabalho com os imigrantes, em especial a partir de Málaga. Agora. esta presença viu-se reforçada, com o início, no passado mês de novembro, de uma nova missão em Marrocos, um país em que 98% da população é muçulmana.

O desafio foi lançado pelo bispo de Rabat, Cristóbal López; corresponde à vocação missionária de mensageiros da Boa Nova de Jesus, que nos impulsiona a estar próximos dos mais necessitados, onde se incluem os imigrantes, e segue na linha orientadora da Região Europa dos Missionários da Consolata, que nos incita a “conhecer a realidade a partir de dentro, com opções corajosas de presença.

Assim, e depois de uma visita exploratória no ano passado, disponibilizámo-nos para começar a trabalhar com os imigrantes em Oujda, uma cidade marroquina no extremo oriente do país, a cerca de 15 quilómetros da fronteira com a Argélia e a uns 60 quilómetros a sul do mar Mediterrâneo. É um ponto de passagem para muitas pessoas, de vários países da África subsariana, que têm a intenção de chegar à Europa, depois de terem atravessado o deserto, com muito sofrimento pelo meio.

Começamos esta presença fraterna em colaboração com as religiosas do Sagrado Coração de Jesus, que vivem em Oujda, e também com a Igreja Evangélica, que utiliza as infraestruturas da Igreja Católica para as suas celebrações. Uma cooperação ecuménica que se iniciou há três anos com o pároco de San Luís, que procurava, seguindo as diretrizes do Papa Francisco, “acolher, proteger, promover e integrar os imigrantes.

Este compromisso visa prestar apoio aos imigrantes mais vulneráveis (ajuda de emergência); assistência a imigrantes doentes ou feridos; auxílio a imigrantes vulneráveis que procuram o retorno voluntário e ajuda a migrantes vítimas de violência e tráfico. Em paralelo, disponibiliza-se alojamento e apoio educativo para menores em formação profissional ou em alfabetização, e atualização escolar. Nos anos anteriores foram atendidas cerca de mil pessoas, mas este ano o número de solicitações já ultrapassa as 2.000.

Outra das tarefas é assegurar o acompanhamento pastoral da comunidade cristã, com cerca de 50 paroquianos – a maioria estudantes subsarianos – e proporcionar apoio espiritual a funcionários diplomáticos e turistas, entre outros.

P. Edwin Osaleh