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Campanha solidária: “Vamos consolar o povo ucraniano”

(Publicado em: 07/03/2022)

Os Missionários da Consolata em Portugal lançam a campanha de solidariedade “Vamos consolar o povo ucraniano”. Fazem-no em sintonia com as comunidades da Consolata na Polónia, que estão a acolher e a ajudar milhares de refugiados oriundos do país vizinho

A catástrofe humanitária gerada pela guerra na Ucrânia não deixa ninguém indiferente. O Instituto Missionário da Consolata (IMC) não está presente na Ucrânia, mas o IMC Portugal tem estado em contacto permanente com as duas comunidades que a Consolata tem na Polónia, as quais se mobilizaram desde o primeiro momento para ir ao encontro da massa de gente que foge do conflito bélico no país vizinho – a Ucrânia – assolada por uma guerra absurda.

Como Missionários da Consolata, procuramos viver o evangelho como consolação de Deus para o mundo, e entendemos que nesta perspetiva teológica e missionária, consolar é acalentar, aliviar a dor, reconfortar, encorajar, dar chão a quem o perdeu. Neste sentido, e porque as informações sobre os milhares de pessoas que fogem da vizinha Ucrânia não nos deixam indiferentes, o IMC Portugal lança a campanha “VAMOS CONSOLAR O POVO UCRANIANO”. Vamos fazê-lo endereçando a nossa ajuda, num primeiro momento, para os nossos missionários que estão na linha da frente, nas duas comunidades que estão a acolher e a ajudar os refugiados ucranianos na Polónia. Mais tarde, canalizaremos essa ajuda para os refugiados ucranianos que possam chegar também a Portugal.

 

Como ajudar?

Envie a sua doação para: Missionários da Consolata

CAMPANHA “VAMOS CONSOLAR O POVO UCRANIANO”

Rua Francisco Marto, 52 | Apartado 5 | 2496-908 FÁTIMA

IBAN: PT50 0033 0000 4551 9115 214 05 |  MBWAY: 914 403 732

 

Um clamor que vem da Polónia

O padre Luca Bovio, missionário da Consolata na Polónia e conselheiro regional do IMC na Europa, especifica que a maioria dos refugiados que estão a chegar “são mulheres e crianças”. Os homens, entre os 18 e os 60 anos, tiveram que ficar para trás, na Ucrânia, para lutar. A tarefa principal é procurar famílias para acolher as pessoas que atravessam a fronteira. “A nossa comunidade da Consolata (de Kielpin) trabalha em colaboração com a paróquia de Santa Margarida, em Łomianki, perto de Varsóvia, onde se encontra, e também com a Cáritas. Trabalhamos no acolhimento de refugiados. Os carros da paróquia já partiram rumo à fronteira, a fim de trazer os primeiros refugiados para cá. Estamos a preparar alojamento junto das famílias que já se disponibilizaram para o efeito. A nossa comunidade também está disponível”, diz este missionário da Consolata italiano a trabalhar na Polónia há mais de dez anos.

Apesar do acolhimento e da solidariedade demonstrada, que já permitiu recolher bastantes bens, o crescendo de refugiados ultrapassa a capacidade de bem acolher e cuidar. “Os beneficiários dos artigos recolhidos são tanto as pessoas aqui nas nossas casas como pessoas espalhadas pelo país. Começamos a recolher alimentos que não se estragam, roupas em bom estado, produtos de limpeza doméstica, medicamentos, entre outros”. Contudo, diz Luca Bovio, são “necessárias também doações em dinheiro”, que será “utilizado para cobrir os custos dos serviços prestados às pessoas aqui no local e na Ucrânia, como por exemplo, pagamentos de renda de casa, se necessário, ajuda dada às famílias de acolhimento que não dispõem de meios financeiros, cuidados médicos, entre outros”.

 

Carisma e espiritualidade da consolação

Fundados pelo padre José Allamano em 1901, os Missionários/as da Consolata têm Maria como inspiradora e Mãe. Procuram viver a missão à luz do Evangelho como consolação de Deus para a humanidade, especialmente para com os que mais sofrem, os aflitos, imigrantes e refugiados, trabalhando na defesa dos direitos humanos e na promoção da justiça e da paz. Somos consolados por Cristo para levar o evangelho da consolação a todas as gentes.

O chão da caminhada da Quaresma faz-se comprometendo o coração de cada um de nós! Não fique de fora. Faça parte deste caminhar solidário com quem neste momento ficou privado de quase tudo, mas não da sua solidariedade. Vamos ser nós todos também um instrumento da consolação de Deus neste mundo ferido. Participe nesta campanha e divulgue.