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Atentos ao rebento

A Primeira Conferência da Região Europa do IMC decorre online entre os dias 1 e 8 de junho

Pequeno, quase insignificante, e no entanto aberto à vida. Hoje, quando na Igreja se fala tanto de generatividade, pareceu-nos que o rebento poderia muito bem representar o símbolo de uma Conferência que quer tudo menos decretar o fim dos nossos sonhos. Somos uma nova Região, o sinal de novidade está neste nome que mudou. Não nos escondemos por detrás das dificuldades, mas gostaríamos de as enfrentar e de as ultrapassar com realismo e esperança.

Com este espírito, teve início a Primeira Conferência Regional da Europa IMC. O Coronavírus obrigou-nos a ficar atrás dos nossos ecrãs em vez de dar ao nosso encontro a alegria da presença fisica, mas isso não importa. Somos um rebento que cresce, estamos aqui para descobrir como regar-nos, fertilizar-nos e crescer bem.

Pedimos ao P. Antonio Rovelli, Conselheiro Geral para a Europa, que nos introduzisse o tema com uma reflexão espiritual e teológica baseada na passagem de Isaías 43,18-21: “Vou realizar algo de novo, que já está a aparecer: não o notais? Vou abrir um caminho no deserto, e fazer correr rios na estepe.” (Isaías 43, 19). O Padre António convidou-nos a sermos pessoas atentas, capazes de ver o rebento mesmo onde parece não haver vida, na estirilidade, na dificuldade, na precariedade. O missionário da Consolata na Europa deve ser um homem de esperança, que vive com atenção e cultiva a espiritualidade do essencial, capaz de notar uma pequena planta “em potência”, que precisa de cuidados. “Esta, hoje em dia, é a nossa Região. Hoje, somos nós”.

O Padre Stefano Camerlengo preencheu a segunda parte da manhã abrindo as janelas ideais do nosso encontro, criando pontes com os outros continentes onde os Missionários da Consolata vivem e trabalham, com projetos, desejos, caminhos a serem traçados nas áreas mais importantes da missão ad gentes do nosso Instituto.

Durante a tarde, entrámos no tema da nossa Conferência. O Padre Gianni Treglia, Superior Regional, fez um percurso pela história da Região da Europa: curta e, no entanto, tão intensa. Tivemos de crescer rapidamente, o vírus não nos permitiu permanecer indolentes: caminhámos pouco, mas trabalhámos muito, de formas diferentes, graças a ferramentas que no futuro poderão integrar melhor o nosso trabalho e torná-lo mais eficaz. Falou das expectativas que a Direção Regional tem para a Conferência: poder desenvolver um Projecto Regional em torno do qual possamos trabalhar juntos, com uma ideia ad gentes que seja clara e sobretudo “nossa”, que nos leve a otimizar a nossa presença à luz das circunstâncias mas também, e sobretudo, à luz da nossa missão.

Concluímos dando algumas instruções práticas sobre como gerir estes próximos dias até à próxima terça-feira, 8 de junho, quando nos despediremos e marcaremos uma reunião em Setembro para uma segunda e definitiva parte da Conferência Regional. Entretanto, seremos chamados a transplantar o rebento cultivado nos vasos das nossas comunidades, no meio do nosso povo, para que, juntamente com eles, possamos cultivar a planta da nossa missão.

Padre Ugo Pozzoli IMC, vice-superior da Região Europa