Liturgia do 13º Domingo Comum – Ano A
28/06/2020
Um programa exigente

2Re 4, 8-16; Rom 6, 3-11; Mt 10, 37-42

1. Jesus continua a falar-nos das exigências da missão. Convida os Apóstolos a deixar tudo e tomar a cruz para O seguir. Que ninguém tenha medo, porque não há vocação sem cruz. Aqui exige-se uma escolha radical e a audácia de deixar tudo. Quando Cristo for tudo, o resto não tem valor. Haja apóstolos na Igreja, que sigam este programa e que não receiem perder a vida, porque na economia divina perder é sempre ganhar.

“Quem tiver achado a vida há de perdê-la”. Os seguidores de Cristo aprenderam a nova economia onde o perder é ganhar. Ganhar a vida é perdê-la e perdê-la é encontrá-la. É o divino paradoxo de Jesus que só se entende com a sabedoria de Deus. Na verdade, “só o cristão entende esta lei nova, que vem lançar a confusão no mercado dos valores e contradizer as razões da vã sabedoria”.

2. “Se alguém der de beber a um destes pequeninos…” - Ninguém pode morrer de sede, quando há ainda tanta água para distribuir. Oxalá saibamos dar de beber os copos de água do acolhimento e da compreensão a quem precisar. Apagar a sede dos outros, dar-se aos pequeninos é a melhor maneira de crescer e ser saciado. Cada irmão que passa ao meu lado tem sede de acolhimento, ânsia de compreensão. Compreender ou acolher é entrar dentro do outro em diálogo e proposta de amor e comunhão.
Na verdade, basta um copo de água, que é como quem diz, basta um gesto de amor concreto para viver nesta comunhão. Quem o diz é Jesus, o Filho enviado aos irmãos para testemunhar na Sua carne o amor do Pai. Quem o acolhe e se faz seu irmão, acolhe o Pai e torna-se Filho. Até o mais pequeno gesto de acolhimento – um copo de água fresca – é gesto divino, que não será esquecido.
Disse-o Jesus também no cap. 25 de São Mateus: “Vinde, benditos do meu Pai, ocupar o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque estava com fome, tinha sede, era peregrino… e me saciastes e acolhestes…. Como? Quando? Todas as vezes que o fizestes ao mais pequenino dos meus irmãos, foi a Mim que o fizestes”.
Que o Senhor nos ajude a realizar na nossa vida estes pequenos gestos da missão.

Darci Vilarinho